28 de abr de 2012

Nico Riera na revista Las Rosas.


Futuro galã de telenovelas, desde alguns anos tem que lidar com a exposição que dá a televisão. O ator prefere não perder a humildade, apesar de ter milhares de fãs que se desesperam por ele. “É bom ser famoso, mas entendo que não é o importante”, admite.

Interpreta Lucas em Dulce Amor, a tira protagonizada por Sebastián Estebanez, Carina Zampini, Juan Darthes e Calu Rivero que se emite no horário central Telefé. O êxito segue o acompanhando e desde seu salto em Casi Ángeles, tem que dividir-se entre sua vida privada e seu caminho rodeado de câmeras e flashes.

“Não planejo nada na minha vida porque sempre o tiro me saiu pela culatra”, disse e riu, Nicolás Riera ou “Tacho”, como ainda o chamam desde seu personagem na tira juvenil que o fez famoso, e está agradecido por haver sido parte de Cris Morena Group, e sente que, com tão só 26 anos, ainda lhe falta muito cenário, roteiro e novela por recorrer.

Canta, dança, atua e faz com que mais de 350 mil pessoas o sigam no Twitter e estejam pendentes de seus novos trabalhos e de suas novas namoradas também. Saiu com Eugenia Suárez, sua companheira em Casi Ángeles e, após o amor chegou com a estrela e dançarina Silvina Escudero. “Trato de não falar de minha vida privada”, diz ele.

Com seu físico treinado e seu novo look sem essas mechas loiras que tanto o caracterizavam como “Tacho”, Nico volta ao Teatro Gran Rex nos dias 16 e 17 de junho para seguir apaixonando junto aos TeenAngels.

Quando você pensou em ser ator?
Acho que não houve um momento. Quando era muito pequeno eu gostava de imitar os outros, armava personagens diferentes, e adorava tudo o que tinha a ver com o teatro, o cenário e o público. Depois comecei a trabalhar e, como eram papéis jovens, o tomava como um jogo. Talvez o clique foi com “Casi Ángeles” quando me dei conta realmente.

O que significa a fama em sua vida?
A fama é algo efêmero, o importante é o que faço e o que sou. Obviamente ser famoso tem seus prós, nos presenteam coisas, nos dão roupa de graça. Não vou negar que está bom que te bajulem, mas tem entender que não é o que perdura.  
Você tem seus fãs desde Casi Ángeles. É consciente de que tudo o que faz ou diz tem efeito direto em seus fãs?
Sei que tem efeito, mas em nenhum momento eu disse á meus fãs o que tinham que fazer ou dar dar conselhos, porque não sou alguém pra fazer isso. Em meu Twitter, por exemplo, não digo “vocês têm que ser felizes porque bla bla..” Sempre digo o que sinto, trato de que sejam coisas positivas e de gerar algo legal, mas porque eu sou assim.

Não sente uma responsabilidade?
Não posso me fazer encarregado nem ser responsável pelo que meus fãs fazem ou deixam de fazer com o que digo porque sou um ser humano, além de ator. Quando ter meus filhos, aí vou me encarregar de educá-los e me fazer responsável por eles.

Planeja ter filhos logo?
Não planejo nada em minha vida, porque sempre sai tudo errado, mas faço meu melhor assim. Sim quero ter filho, mas não sei nem quando, nem quantos. Há um tempo reagi diante uma agressão via Twitter a Silvina (Escudero), que geralmente acontece?. Ás vezes o instante de anonimato que dá a internet faz com que a gente se desorganize, perda o controle e agrida sem razão. Neste caso, haviam agredido uma pessoa de meu círculo e não gostei, então esclareci. Como disse, trato de ser positivo e de gerar algo bom, e que alguém que me tire má onda não me interessa, não me enche e prefero perder um seguidor antes que ter má energia ao redor.

Que outras coisas da vida você considera como agressões?
Algo que me incomoda sempre e que não entendo é a soberba. Isso de achar que é melhor que os demais, por quê? Se todos somos iguais. Se um é mais grande ou mais jovem, tem mais experiência ou menos. Seja quem seja, não pode perder a humildade.

E a fama não pode te converter em um soberbo?
Acho que a fama faz com que que nos descubramos e nos vejamos tal qual somos. Se um tem uma atitude boa e humilde, que milhares de pessoas te sigam não vai ser por isso que mude.  

Você sente que perdeu algo de sua infância por atuar? Familia, amigos...
Não. Na verdade é que quando era pequeno trabajava, mas não tinha a constância que tive depois com Casi Ángeles. Ia ao colégio, estava com meus amigos e minha familia o tempo que queria. O ritmo de trabalho peguei depois. Disfrutei minha infância e, por sorte, tudo chegou no momento justo.

Existe a ideia de que os atores que sairam do ninho de Cris Morena Group ficam enquadrilhados e alguns conseguem romper essa barreira, mas outros não. Você participou de Bailando, agora em Dulce Amor, mas teve esse medo?
Todos os atores que trabalharam com Cris, que pertencem a “fábrica de Cris Morena Group”, como dizem, talvez sim estivemos enquadrilhados, mas de uma maneira positiva. É como ser parte de uma grande escola de teatro onde se aprende de tudo: canto, dança, atuação e a trabalhar em equipe. A seguir um ritmo também, porque se grava muito. Os atores que sairam de lá, estão preparados para fazer qualquer coisa.

Está preparado para qualquer coisa, então...
Aprendi muito o ofício e jamais tinha imaginado que ia ficar em um projeto assim. A verdade é que eu estou muito agradecido. Além disso, sentia que Casi ángeles tinha um pouco de tudo, drama, comédia, musical, para crianças e adultos, também. Era um mix que o fazia um programa melhor, ás vezes superior que muitos dos que estavam no prime time.

Você acha que Dulce Amor é um ponto de viragem na sua carreira?
Não o vejo como uma dobradiça, mas sim um grande passo adiante ou uma escala mais em minha carreira e em minha experiência. Dulce Amor me dá a possibilidade de fazer algo novo e por sorte venho sendo parte de programas que as pessoas gostam muito. Passou com Bailando, com Casi Ángeles, são produções que ao público lhe interessa e se engancha. É poder disfrutar de outra coisa, de ser um personagem que tem outras vivências, com cenas diferentes, e isso é o bom de ser ator, poder fazer coisas distintas todo o tempo.

Você é uma pessoa pública. Qual é o limite que põe com os meios de comunicação?
Minha vida privada. Não falo de minha vida, porque é íntima e ponto. Sempre que faço notas, trato de que se fale só de meu trabalho. Tenho que proteger minha parceira e minha família e não tenho porquê dizer nada sobre minha intimidade. 


Últimamente o tópico foi a crise em sua relação com Silvina Escudero. O que sente quando falam de você?
Eu entendo que as pessoas gostam de opinar, querem saber, lhes interessa. O compreendo e aceito, e não me incomoda as opiniões, sempre e quando sejam com boa onda. Mas quando saem para dizer algo que não é verdade, não me interessa nem negá-lo porque não vou entrar em jogo de debate sobre minha vida privada, que pensem o que queiram. Hoje falam de mim e amanhã se esquecem e o centro é outra pessoa.

O que tem que fazer um casal famoso para sobreviver ?
O mesmo que um casal não famoso.

Então, o que tem que fazer um casal para sobreviver?
Isso é algo que não sei (risos). Acho que é um processo que se vai dando dia-a-dia. Se há amor, é mais fácil, mas sempre além de amar ao outro, existem outras coisas que também influenciam e é complicado.

Lucas, seu personagem de Dulce Amor fica dividido entre duas mulheres. Isso já te aconteceu?
Ás vezes acontece que está saindo de uma relação e conhece alguém, mas isto de estar com duas ao mesmo tempo não. Sou homem de uma só mulher (risos).

Á princípio Lucas tem que roubar para cuidar de sua avó. Você faria algo assim se estivesse na mesma situação?
É díficil dizer. Seguramente por meus valores e minha educação, não teria roubado. Buscaria outras alternativas.

Você é um cara esportista e isso te ajuda com a imagem, mas como você é com a roupa e o cabelo?
Gosto muito da roupa, mas não sou tão dependente. Com o cabeço agora agarro a maquininha de de navalha e pronto. Meu personagem é zero superficial e tem coisas mais importantes para pensar que o cabelo.

Se um grande diretor de Hollywood quer te convocar para fazer um remake, qual gostaria que seja?
Muito boa pergunta! Adoro muito os filmes como El Club de la Pelea (Fight Club/O Clube da luta), Cranck ou Rockanrola (A Grande Roubada).


Fonte: TKMCA BRASIL OFICIAL

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